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Posts Etiquetados ‘informação digital’

Coisas que o usuários não falam sobre o seu site

14 de setembro de 2011 Deixe um comentário

Por DesignBlog

coisas-que-seus-clientes-nao-falam-sobre-seu-site

  • Se esse botão fosse maior, eu compraria o produto.
  • Mas é claro, vou dar acesso total ao meu Facebook sem conhecer o aplicativo!
  • Wow! Esse logo realmente é grande. Agora sim vou lembrar deste site!
  • Esse site usa CSS3. Isto só pode significar que o site é ótimo.
  • Esse site deve ser seguro: eles tem um ícone de cadeado na área de pagamento.
  • Não consigo encontrar o botão para deletar minha conta. Então acho que vou ficar com a minha conta.
  • Ufa! O link abriu em uma nova janela. Agora vou lembrar como voltar ao site.
  • Adoro o fato que tenho que escolher um usuário e senha mesmo depois de logar com o OpenID. A conveniência é incrível!
  • Esse artigo com 15 páginas me ajudou a evitar de ficar perdido no meio de tanto texto. Obrigado!
  • Nossa! Um site que toca música quando entro nele sem me avisar. Ainda bem que eu estava com o fone de ouvido no volume máximo! Oh yeah!
  • Sabe o que é divertido? Um hotsite que consome todo o processamento do meu computador.
  • Wow! Um banner que aparece bem no meio do conteúdo, dificultando minha leitora. Amei!
  • Que legal: um teste de personalidade que já aproveita e manda DM para todos os meus amigos no Twitter!
  • Essa é uma empresa preocupada com mídias sociais: eles até tem Twitter para fazer publicidade e ainda ignoram os outros usuários. Genial!
  • Adorei a idéia de eu ter que ver um vídeo de 15 minutos para saber algo que um texto me diria em 30 segundos. Muito melhor!
  • Preciso me registrar em um formulário que contem 30 perguntas apenas para ver o seu conteúdo! É pra já!

Que outras coisas você não imagina o usuário falando? Comente!

FAA utiliza iPad em substituição aos manuais impressos

9 de setembro de 2011 Deixe um comentário

 

 

Por MacMinds

piloto777

No último comercial do iPad lançado na TV americana – detalhes neste post – há uma frase que diz: “Podemos (…) carregar uma biblioteca inteira”. Isso virou realidade ratificada pelo FAA (Federal Aviation Administration) que no Brasil seria a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

O FAA autorizou que toda a documentação de bordo como: manuais impressos, checklists de segurança, logbooks, cartas de navegação, informações sobre o clima e diagrama de aeroportos fossem substituídos pelo iPad. Com isso, cerca de 20 kilos de papel não serão mais necessário no avião, as árvores agradecem!

Apenas lembrando o iPad tem autonomia de bateria de 10 horas (isso mesmo!) e pode ser carregado em qualquer tomada comum.

Aproveite ao máximo seu iPad na hora de ler

5 de setembro de 2011 Deixe um comentário

Publicado por Gustavo Silva 

Olá leitores do iPadDicas, hoje nós vamos falar um pouco sobre uma das utilidades mais importantes de nossos iPads: a capacidade de armazenar e exibir livros digitais, os famosos e-books. Este post será dividido em duas partes.

A primeira parte falará principalmente sobre o iBooks e sua aplicação, a segunda parte falará sobre os livros em PDF e outros leitores para iPad.

Quando decidi adquirir meu primeiro tablet, até então o iPad 1, um dos principais motivos para a aquisição, além de toda a gama de aplicativos compatíveis e capacidade multimídia, foi o seu grande potencial para ler e-books.

De repente eu me deparei com todos os meus problemas resolvidos. Parei de me preocupar com a devolução de livros em bibliotecas – acreditem, já tive inúmeros prejuízos por conta disso -, falta de espaço e peso excessivo na mochila, e, como não poderia faltar, uma grande economia com as famosas xérox da faculdade, pois meus professores também disponibilizam o arquivo dos livros que usamos em PDF no nosso sistema acadêmico.

Sem mais delongas, vamos dar início ao nosso guia.

Ah! Já ia me esquecendo. Sei que para algumas pessoas alguns procedimentos deste “guia” podem parecer meio óbvios. Mas escrevi com base nas dúvidas que eu observo por aí. Portanto, boa leitura!

iBooks. Seu grande aliado!

É certo que não existe apenas um aplicativo para exibir e catalogar e-livros na AppStore. Se fizermos uma busca, retornaremos inúmeros resultados.

Dentre eles: o kindle, leitor da Amazon, Google Books, da Google, e etc.

A razão pela qual eu escolhi o iBooks como meu leitor principal foi a conveniência, afinal de contas ele foi desenvolvido pela Apple, pensado e projetado para os iGadgets, é free, possui integração com a loja de livros da AppStore, é compatível com os formatos de livros digitais mais usados, tem dicionário embutido (apenas para língua inglesa), interface bonita e simples, sem muitas firulas, e usabilidade impecável.

As principais funcionalidades estão apenas a um toque.

Entendendo a interface principal

Como eu mencionei acima, a interface do iBooks é bastante usual, autoexplicativa. Vamos ao básico:

  1. Nome da Estante – Título da sua “estante de livros”;
  2. iBookStore – Loja de e-books oficial da AppStore. Nela você poderá comprar e baixar seus livros conforme desejar. O processo de compra é idêntico ao de aplicativos. Apenas com uma ressalva, é possível fazer o download de uma prévia do e-book antes de realizar a compra, um “sample”. Ideal para saber se realmente é aquilo que você procura;
  3. Coleções – Como o próprio nome sugere, aqui você pode conferir suas coleções, bem como adicionar novas. O iBooks é instalado com duas coleções padrões: Livros e PDFs. No decorrer do post entenderemos melhor está função;
  4. Modo de visualização “Estante de livros” – Ativa o modo de visualização “Estante de livros”, idêntico a imagem acima;
  5. Modo de visualização “Lista” – Ativa o modo de visualização em forma de lista. O diferencial deste modo visualização é que quando ativo, ele dá acesso a alguns filtros de listagens, muito importante para quem possuí muitos títulos armazenados. Os filtros são: Títulos, onde ele organiza por ordem alfabética com base nos nomes dos livros, autores, organiza com base nos autores, e categorias, onde ele cataloga com base no estilo do livro. Exemplo: aventura, ficção, manuais e etc.;
  6. Editar – Habilita as funções de mover, ordenar e apagar seus livros;
  7. Buscar – Um simples campo de busca onde você pode buscar pelo nome do autor, título, editora, categoria e etc;
  8. Estante – Local onde seus livros ficam dispostos.

Funcionalidades Básicas

Agora vamos conferir as principais funções do aplicativo e aprender como utilizá-las.

Dicionário
Com certeza um dos principais recursos desse maravilhoso aplicativo. Vale lembrar que por enquanto ele funciona apenas com a língua Inglesa. Quem sabe nas próximas versões a Apple inclua suporte ao Português…

Usar o dicionário do iBooks é muito simples. Basta tocar e manter o dedo no termo em que você deseja pesquisar por alguns segundos, no menu que aparecerá, basta selecionar a opção “dicionário”.

Veja o exemplo: 

Como você pode ver, ao selecionar “dicionário”, abre-se uma janelinha suspensa com a definição da palavra em questão. Mão na roda, hein…

Destacar texto e adicionar notas

Quando estamos estudando, seja para exames, seminários ou coisa do tipo, ou simplesmente queremos destacar determinada parte do texto, é comum que façamos marcações para saber que aquele trecho é relevante para nós, bem como o hábito de escrever notas para especificar algo que você observou naquela passagem. E é essa a função desses recursos.
O primeiro, como o próprio nome sugere, destaca uma parte do texto selecionada por você, enquanto o segundo adiciona notas personalizadas que ficam armazenadas no canto direito da sua tela.

  • O procedimento para destacar o trecho de um texto é muito simples. Primeiramente toque e mantenha seu dedo por alguns segundos na palavra a qual você deseja começar a marcação. Note que nas extremidades da palavra que você escolheu, surgirão dois “selecionadores”, toque e arraste até o ponto de sua preferência. Por fim, no menu suspenso, selecione a opção destacar.

Confira logo abaixo:

Perceba que após destacado, basta que se dê dois toques em qualquer uma das partes destacadas para que se possa selecionar ou copiar aquele trecho. Para remover a marcação é necessário tocar uma única vez em qualquer parte marcada e selecionar a opção “Remover destaque”.

  • O processo de adicionar notas é quase idêntico ao de destacar o texto. Toque e aguarde até que os “selecionadores” apareçam. Especifique a área a qual você deseja associar uma nota, e por fim, no menu suspenso, selecione a opção “Nota”.

Exemplo:

Note que após a inserção de uma nota, a mesma ficará sendo exibida na margem direita do aplicativo, e o trecho que você selecionou também ficará destacado. Caso você deseje excluir a nota, basta selecioná-la e apagar todo o seu conteúdo.

Obs: Após a exclusão de uma nota, o trecho selecionado continuará destacado. Para remover, basta seguir os procedimentos do item anterior.

Sépia e marcadores

Por padrão, o iBooks vem configurado para exibir as páginas de seus livros com fundo branco e letras pretas. Mais uma vez, aqui vale o gosto do usuário.

Eu, particularmente, tenho uma melhor leitura com as páginas em tom de sépia. Além de achar mais divertido (rsrsrsr), minha visão não cansa tão rapidamente. Se você não sabe o que é sépia, entenda a diferença a seguir:

Para ativar esse modo de visualização, basta selecionar o ícone no canto superior direito da tela referente à fonte: “AA”, procurar a opção “sépia” e mover o botão para o modo ativado. Vale lembrar que esta função só será exibida quando algum livro estiver sendo lido.

OBS: Caso o arquivo em questão seja em formato PDF, esta opção não estará disponível.

O marcador do iBooks é mais um recurso indispensável em sua leitura. Pode até parecer brincadeira, mas muita gente não sabe qual a sua função. Ou melhor, muita gente não sabe se quer que ele exista!

Para os desavisados de plantão, segue a dica:
O marcador serve simplesmente para marcar o progresso da sua leitura. Outra função bem legal do marcador do iBooks, é que se você, além do iPad, lê seus livros em outros dispositivos como o iPod touch ou iPhone, ao sincroniza-los com o iTunes, o marcador também será atualizado. Assim você sempre irá continuar exatamente de onde parou independente do dispositivo usado para a leitura.

Marcar uma página é muito simples. Na página que deseja salvar seu progresso, toque no último botão do canto superior direito. Após tocá-lo repare que ele ficará vermelho, indicando que aquela página foi marcada.

Agora toda vez que você abrir aquele livro, ele automaticamente vai exibir a última página que você marcou. Simples, hein…

Alunos de escolas públicas terão tablets em 2012

5 de setembro de 2011 Deixe um comentário

Aumentar os conteúdos educacionais em meios digitais é o foco do Ministério da Educação.

Por Nilton Kleina

A partir do ano que vem, os alunos de escolas públicas do país vão contar com mais um reforço no material escolar: um tablet. Segundo a Agência Brasil, essa é a promessa do ministro da Educação, Fernando Haddad, que anunciou a distribuição em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, nesta quinta-feira (1º), durante uma palestra na 15ª Bienal do Livro, no Rio de Janeiro.

Para Haddad, o objetivo é universalizar o acesso dos estudantes aos conteúdos publicados em meios eletrônicos. A declaração tem fundamento: só no último período, o Ministério da Educação investiu R$ 70 milhões em conteúdos digitais gratuitos, como o Portal do Professor – e a ideia agora é fornecer acesso a esses sites para docentes e estudantes.

O edital contendo o modelo (algum aparelho com produção no Brasil), a quantidade (“centenas de milhares”, segundo Haddad) e os locais de distribuição dos tablets comprados deve ser publicado ainda em 2011.

Livros Eletrônicos marcam forte presença na XV Bienal do Livro Rio

5 de setembro de 2011 Deixe um comentário

por Leonardo Copello, cofundador da uTouchLabs

 

XV Bienal do Livro Rio começou este ano com o pé direito, lançando um aplicativo oficial para iPhones/iPods touch. O MacMagazine já destacou por aqui dois ótimos trabalhos envolvendo o Ziraldo [12], mas estive ontem por lá e pude observar que o evento está com uma presença fortíssima de Apple, Steve Jobs e iPads.

As principais editoras brasileiras todas estão com espaços para ebooks hoje em dia. Apesar de a maioria ainda publicar em PDF e ePub, já existe conteúdo desenvolvido especificamente para tablets — principalmente revistas como VEJA, ISTOÉ, Superinteressante, etc.

Steve Jobs teve presença forte no estande da Universo dos Livros, com um painel bastante grande:

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Na carona, o livro iPad – O Manual que Faltava:

Apple na XV Bienal do Livro Rio

A editora Saraiva lançou um aplicativo gestor de finanças baseado nos livros da coleção Meninas Iradas (o Finanças Iradas), um livro infantil (Se criança governasse o mundo) e uma coletânea de ePubs:

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Apple na XV Bienal do Livro Rio

A Leya Brasil também trouxe alguns livros para o iPad, dentre eles o clássico Faça como Steve Jobs, de Carmine Gallo:

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Apple na XV Bienal do Livro Rio

A Editora Melhoramentos apresentou os apps-livros interativos para iPad Os Dez Amigos e O Menino da Terra de Ziraldo, além de um teaser promocional do clássico O Menino Maluquinho, com lançamento previsto para 2012:

Apple na XV Bienal do Livro Rio

A Petrobras montou um estande para apresentar o projeto “Muita história pra contar”. Lá, além de um mini-estúdio para fazer vídeos em stop motion e publicá-los no YouTube, várias tablets foram espalhadas para as crianças conhecerem livros apoiados pela Petrobras, como Cidade de DeusGuia Afetivo da PeriferiaVigário Geral e Meu Destino Era o Nós do Morro (um grupo de teatro do Vidigal).

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Apple na XV Bienal do Livro Rio

Senti falta da Publifolha presente no mundo digital. Não havia absolutamente nada!

Por fim, o Submarino lançou o Digital Club, uma rede social de leitores e admiradores de música e cinema:

Apple na XV Bienal do Livro Rio

É, pessoal, há uma concreta mudança ocorrendo no mercado editorial. Imaginem como a coisa estará daqui a um, dois… três anos! ;-)

Leia mais: Apple, Steve Jobs e iPads marcam forte presença na XV Bienal do Livro Rio | MacMagazine

Panorama da Internet no Brasil em 2010

27 de dezembro de 2010 1 comentário

Hoje vou compartilhar com vocês um infográfico que foi elaborado pelo oJornalista. Esse infográfico contém informações sobre o uso da internet no Brasil no ano de 2010 com base no Censo 2010, em uma pesquisa da F/Nazca e em dados do Ibope Net Ratings.

OneNote, Word(press) e XMLRPC

7 de outubro de 2010 Deixe um comentário

By Robson Ataíde

Acabei de fazer meu blog porque descobri como é prático fazer postagens usando 3 elementos: Microsoft OneNote, Microsoft Word e XMLRPC.

Como funciona

Escrevo minha postagem no OneNote, ferramenta poderosa da Microsoft que poucas pessoas usam e conhecem, seleciono a funcionalidade: Publicar no Blog, ele abre o Microsoft Word que faz a conexão com o blog (no meu caso eu escolhi o WordPress… não me perguntem porquê), publico e pronto!

Passo a Passo

Escrevo um texto qualquer (pode usar imagens) no OneNote:

Escolho a forma de publicação:

Adicionando uma conta:

Escolhi o WordPress:

Configure seus dados da conta:

Aparece uma mensagem confirmando que está tudo configurado:

Escolhe a forma de publicação, rascunho ou postagem, pronto!

Diante de tal facilidade para publicar minhas postagens, eu não pensei duas vezes em criar um blog!

Conheça a profissão de Programador (Software Developer)

25 de setembro de 2010 Deixe um comentário

Quadrinhos em Transição

27 de junho de 2010 Deixe um comentário

Por Depósito do Calvin

Os quadrinhos são um meio maravilhosamente versátil. Com a combinação potente de palavras e imagens, a tira de quadrinhos pode retratar qualquer coisa que um cartunista tenha a imaginação para visualizar.
É claro, o negócio jornalístico coloca restrições severas nas tiras de quadrinhos. Os quadrinhos são produzidos com um prazo diário inflexível e recebem pouco espaço para escrever ou desenhar. Além disso, porque freqüentemente se presume que os quadrinhos são diversão de crianças, e porque eles devem atrair um público enorme e diverso para serem lucrativos, há restrições editoriais também: assuntos e opiniões controvertidos raramente são tolerados. As necessidades comerciais, de mercado de massa dos jornais não costumam ser simpáticas às preocupações da expressão artística. É difícil para uma nova tira chegar aos jornais, e poucas tiras sobrevivem por muito tempo. Os jornais já têm suas páginas de quadrinhos cheias de tiras populares, e a única maneira de um jornal trazer uma nova tira é cortar uma velha tira. A nova tira deve rapidamente se firmar nos corações dos leitores, ou é a primeira a ir quando outra nova tira aparece. A competição excede de longe os espaços disponíveis, e os resultados são darwinianos.

As tiras líderes, porém, podem prosseguir década após década. Belinda está nos jornais há setenta e cinco anos, e Recruta ZeroPimentinhaPeanuts estão todos na casa dos quarenta. AtéDoonesbury já está por aí há vinte e cinco anos – quer dizer, um quarto de toda a existência dos quadrinhos. Há muito pouco giro no topo deste ramo. As tiras mais populares se tornam instituições e podem assegurar seus espaços no jornal por gerações.

Eu acho que a permanência de tiras familiares e a falta de mudança dentro das tiras é responsável por grande parte da sua popularidade. Num jornal cheio de horrores surpreendentes, é um pequeno ritual reconfortante ver os seus personagens favoritos a cada manhã, por alguns segundos, enquanto toma café. Eles se tornam uma espécie de amigos. Nós nos preocupamos com eles quando estão com problemas, e contamos com eles para olharem para a vida com uma tirada ligeiramente divertida que pode até nos ajudar a fazer o mesmo. Eles estão lá para nós sete dias por semana, ano após ano.

Acrescentando a essa coerência, os personagens de quadrinhos tipicamente continuam da mesma idade e mantêm a mesma aparência (com freqüência até as mesmas roupas todo dia), não importa como as coisas mudem no mundo real. Na maioria das tiras, certos eventos e situações previsíveis ocorrem freqüentemente com apenas pequenas variações. Na maioria das tiras, pode-se esperar que toda história termine com os personagens de volta onde começaram. Na maioria das tiras, o elenco regular é invariável. O mundo de uma tira de quadrinhos é simples e duradouro, um minúsculo Oasis de estabilidade num mundo confuso e sempre em mutação.

Ou, pelo menos, costumavam ser. Ultimamente, mais tiras têm abordado assuntos controvertidos, e tem havido férias, aposentadorias precoces, exigências de tamanho e formato, e brigas sobre questões de controle criativo. Alguns comentaristas (inclusive uns poucos cartunistas) explicam esses eventos recentes como os “chiliques” auto-indulgentes dos gorilas de quatrocentos quilos da profissão, mas eu creio que esses críticos não estão vendo o quadro todo. No centésimo aniversário estão num período de grande transição.

A primeira transição é simples: os quadrinhos estão iniciando uma das suas raras mudanças de geração. Quando uma tira popular pode durar facilmente quarenta ou cinqüenta anos, os principais cartunistas definem a profissão por esse período. Cartunistas que começaram nas décadas de 50 e 60 mudaram a direção das tiras de quadrinhos e definiram os padrões desde então. Recentemente, novos talentos conseguiram chegar até as fileiras do topo, trazendo junto algumas idéias diferentes sobre os quadrinhos devam ser.

A segunda transição é de interpretação artística. Durante o último século, a fronteira entre arte comercial e artes finais foi grandemente borrada. Enquanto desenhos originais de tiras eram um dia dados para fãs ou destruídos para economizar espaços de armazenamento, hoje cartuns originais são vendidos em galerias por centenas ou milhares de dólares. Enquanto cartunistas um dia foram considerados operários substituíveis, agora – em certos casos – os sindicatos estão reconhecendo que apenas o criador original é capaz de produzir a visão única da tira. Os acadêmicos agora escrevem a respeito dos quadrinhos como histórias e comentários sociais. Há diversas coleções e museus de cartuns. Quadrinhos recebem prêmios Pulitzer. Pode-se debater se a maioria dos quadrinhos é ou não uma Grande Arte, mas não se pode negar que os cartunistas e o público levam os quadrinhos mais a sério do que costumavam fazer. Cada vez mais, os cartunistas estão considerando suas criações como uma forma de expressão pessoal. Questões de controle criativo estão se tornado relevantes para os cartunistas, e velhas presunções sobre a maneira em que o negócio é conduzido estão sendo questionadas.

Terceiro, o próprio ramo dos jornais está mudando. Os quadrinhos foram inventados no final do século XIX, quando cidades tinham até meia dúzia de jornais, cada um tentando superar o outro para atrair o público o público de enormes novas populações de imigrantes. As tiras eram visuais, fáceis de entender, engraçadas, indisciplinadas e vulgares por projeto e portanto imediatamente populares. Os cartunistas tinham poucas pretensões sobre o significado artístico ou cultural do seu trabalho.

Desde o começo, os quadrinhos foram considerados como um produto comercial que existia para o fim de aumentar o público dos jornais. Os cartunistas se consideravam jornalistas, não artistas. O seu trabalho, pura e simplesmente, era ajudar a vender jornais.

Desde aquele tempo:

• Sindicatos transformaram os quadrinhos num grande negócio. No começo, os cartunistas eram contratados por jornais individuais para produzir quadrinhos exclusivamente para aquele jornal. Hoje, os cartunistas trabalham para sindicatos que vendem suas tiras para jornais em todo o mundo. Isso quer dizer que uma tira hoje precisa de um apelo muito amplo. Enquanto os primeiros cartunistas experimentavam, começando e parando tiras à medida que seus interesses mudavam e descobrindo o que agradava ao público local no caminho, a sindicalização encorajou a produção calculada de tiras para espelhar tendências e capitalizar nos interesses específicos de grupos demográficos desejáveis. Comercializar tiras em grande escala encoraja os quadrinhos a serem conservadores, facilmente categorizáveis, e imitadores de sucessos anteriores. Os quadrinhos ganharam públicos imensos e se tornaram muito lucrativos dessa maneira, mas a algum custo da exuberância primitiva dos quadrinhos.

• Agora há muito menos competição entre jornais. Cada cidade grande costumava ter vários jornais lutando pelos leitores,e uma tira apreciada poderia ajudar dramaticamente a circulação de um jornal. Tiras populares iam para o jornal que pagasse mais, e os outros jornais iriam correr para comprar outras tiras que poderiam ajudá-los a competir. Hoje, a maioria das cidades tem apenas um jornal, e o jornal sobrevivente pode ter qualquer tira que quiser. Ele irá obviamente comprar as tiras mais populares, e sem outros jornais para pegarem as outras tiras, as tiras grandes ficam enormes, e as tiras pequenas jogam cadeiras musicais e desaparecem. Há pouco espaço hoje em dia para um tira “cult” peculiar com público pequeno porém devotado. Há menos vagas para novas tiras, menos oportunidades para tiras marginais sobreviverem, e há menos tempo para uma tira achar o seu público.

• A televisão substituiu jornais como a fonte de informações da maioria das pessoas. Os custos de produção dos jornais subiram, a circulação não subiu, e algumas das grandes contas de publicidade abandonaram os jornais. Um tira de jornal poderia uma vez ter atraído leitores de um jornal para outro, mas os quadrinhos não atraem pessoas da televisão. Os quadrinhos ajudam menos os jornais do que costumavam, então os jornais olham para a página de quadrinhos como mais um lugar para cortar custos. Eles espremem mais tiras em menos espaços, forçando os cartunistas a escreverem e desenharem de maneira mais simples para continuarem legíveis. Com menos palavras e desenhos mais grosseiros, os quadrinhos se tornam menos imaginativos e menos divertidos, A ironia disto é que os jornais estão desesperados para atraírem leitores criados no impacto visual da televisão. Os jornais gastaram muito dinheiro para melhorarem a diagramação e acrescentaram mapas, gráficos e fotografias coloridas, enquanto os quadrinhos – o único componente gráfico nos jornais – tipicamente definham numa única página de pequenas caixas preto e branco organizadas numa grade tediosa. Ao imporem de maneira pouco imaginativa formatos padronizados e reduzidos a todos os quadrinhos, os jornais dão aos quadrinhos espaço suficiente em custos, não espaço graficamente eficaz.

Por causa de todos esses desenvolvimentos, a relação tradicional entre cartunista, sindicato e jornal tem sido forçada. À medida que as circunstâncias mudam, cada parte tenta proteger os seus próprios interesses. Os jornais estão cortando custos ao cortarem espaço e tiras. Sindicatos respondem se diversificando para licenciamento e editoras. Os principais cartunistas estão exigindo controle sobre o seu trabalho, e alguns estão deixando totalmente o ramo. Com menos objetivos e necessidades comuns, há menos confiança e cooperação.

Como um cartunista que fez a sua parcela de agravar a situação, me parece que bons quadrinhos são do interesse de leitores, jornais, sindicatos e cartunistas. Porém, as melhores tiras do passado teriam dificuldades nos jornais hoje. A esotérica porém brilhante Krazy, mal comercializável no seu tempo, teria problemas para encontrar um editor disposto a defender sua visão única hoje. Seria improvável que tiras de aventura como Terry e os Piratas arrastassem leitores para suas aventuras exóticas, agora que a linda ilustração é sufocada pelas caixinhas disponíveis para tiras. Popeyeusava até vinte quadros no domingo para criar sua energia furiosa, uma impossibilidade total nos espaços de um quarto de página de domingo de hoje. Tiras contínuas estilo “novela” quase desapareceram, incapazes de manterem seus enredos atraentes com a redução de diálogo necessária em quadros pequenos. Os quadrinhos estão perdendo a sua variedade.

Sessenta anos atrás, as melhores tiras não eram só desenhadas de forma divertida, elas eram lindas para se olhar. Eu não consigo pensar numa única tira hoje que chegue perto daquele padrão de competência técnica. Agora nós temos tiras de piadas com desenhos simples em abundância, e nada mais. Nós perdemos uma parte essencial do que torna os quadrinhos divertidos para se ler. Enquanto desenhos animados e gibis estão se tornando sofisticados, mais bem produzidos, e mais populares do que nunca, as tiras de jornais estão enfraquecidas.

Eu ouvi ser argumentado que os leitores de hoje não têm mais paciência para histórias complicadas e arte rica nos quadrinhos. Pesquisas de popularidade são citadas para mostrar que os quadrinhos estão indo bem do jeito que são. Eu discordo e acho que é um erro subestimar o apetite dos leitores pela qualidade. Os quadrinhos podem ser muito mais do que são atualmente. Tiras melhores poderiam atrair públicos maiores, e isso ajudaria os jornais. O potencial dos quadrinhos – como vendedores de jornais, e como uma forma de arte – é grande se os cartunistas se desafiarem a criar trabalhos extraordinários e se o ramo trabalhar para criar um ambiente de apoio para ele.

Reflexões sobre Imagens e Informação

14 de abril de 2010 1 comentário

A imagem constitui a primeira das formas de representação da informação. Do signo registrado nas paredes das cavernas do homem primitivo às interfaces eletrônicas dos softwares e portais temos uma aproximação das relações entre imagem e informação. Até o alfabeto que usamos é uma representação, há uma infinidade de artigos, enciclopédias, cartoons, arquivos, gestos, jornais, números, pinturas, sinais, fotografias, websites, etc., muita coisa pode ser considerada informação, para um geólogo, por exemplo, uma pedra pode constituir uma informação preciosa. Deste modo praticamente qualquer coisa poderá ser simbólica ou informativa a depender do público para qual é direcionada.

No entanto a imagem torna-se uma forma de representação, quando não a informação propriamente dita, facilmente assimilável e entendível, basta observar como esse recurso é amplamente utilizado na Publicidade como um recurso apelativo. Assim como as palavras uma imagem também pode estar impregnada de ideologias (visões de mundo), por ser multifacetada uma imagem pode representar coisas distintas para pessoas também distintas com visões e experiências diferentes.

A Arquitetura de Informação possui fundamentos na Biblioteconomia e no Design – além de muitas outras áreas – o que faz com que esta área permeie os universos da informação e da imagem, pensando sempre no direcionamento correto para o uso dos públicos.

Concluindo, imagem e informação são indissociáveis e ligadas ao universo da consciência humana, deste modo não há informação sem representação (visto que a informação é algo imaterial, o que você está lendo é uma representação de caracteres que transmite uma idéia) e a imagem é carregada de sentido, portanto conteúdo.