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Posts Etiquetados ‘livros’

“Sem mais lápis, livros…?”

30 de janeiro de 2012 Deixe um comentário

Joy of Tech - Sem mais lapis, livros...?

Dia do Livro

29 de outubro de 2011 Deixe um comentário

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante…

Clarice Lispector.

Dia do Livro: amanhã (uma homenagem a Clarice Lispector)

28 de outubro de 2011 Deixe um comentário

Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.

Clarice Lispector

Remando conta a maré

25 de outubro de 2011 Deixe um comentário

Por Gilda Queiroz

Sempre tive implicância com as multas em bibliotecas. Todos argumentam que elas são universais, ou pelo menos que existem em todo o mundo ocidental. É, pode ser, mas trazem às bibliotecas estigma de intransigência. E o que multas por atraso de entrega de material têm a ver com marketing? Tem tudo a ver, porque a criação de alternativas para atender aos desejos do cliente é parte integrante do marketing. Tem a ver, também, porque as multas são o principal fator de desagrado gerado por bibliotecas em seu público, o que afeta negativamente nossa imagem como coletivo. E imagem também é objeto do estudo de marketing.

Tive uma experiência de poucos anos em trabalho em bibliotecas. Onde atuei não havia multas e nunca tive problemas de devolução de livros. Então me vêm em seguida com o argumento de que meu público era especial, porque a biblioteca era fechada aos empregados da indústria, que eles passavam por revista na portaria e tinham que dar conta do que estivessem devendo, antes de seu desligamento da empresa. Estes fatores podem ter sido fatores inibidores de desvio de material, mas a verdade é que nunca ninguém foi surpreendido com livros levados indevidamente. Prefiro creditar o alto índice de adesão à flexibilidade do sistema de empréstimos existente. Olhando retrospectivamente, vejo alguns aspectos que embora não tenham sido implantados intencionalmente, levaram aos bons resultados:
- o usuário dizia quanto tempo queria ficar com o livro – duas semanas, dois meses, o que fosse;
- havia “empréstimo permanente” para alguns itens de interesse de um só setor;
- o conteúdo da cobrança era amigável.
- as cobranças só eram efetuadas depois de passado muito tempo do prazo de entrega;

Em consequencia deste último ítem, especialmente, o baixo esforço despendido em renovações e cobranças era um subproduto valioso desta forma de trabalhar. Ficava mais fácil lidar apenas com desvios, com pontos fora da curva.
Como em qualquer outra atividade humana, acaba-se observando um comportamento padrão para o conjunto dos usuários. Os atrasos se concentram, naturalmente, em volta de determinados períodos, seja qual for o número de dias que se estabeleça como prazo de devolução. E, porque o sistema oferecido era tão tolerante, nunca vi uma cara feia, nunca ouvi comentários desagradáveis de quem recebia cobranças.

Voltando então à questão de criação de ofertas de acordo com os desejos do cliente. Por que ter as mesmas regras draconianas para todos os usuários e para todos os livros, vídeos, DVDs da biblioteca? Por que não criar alternativas para o cliente segundo seu comportamento e, por outro lado, alternativas para o material segundo seu nível de demanda?

Queiram ou não queiram, as bibliotecas estão submetidas às tendências gerais de mercado, que oferecem cada vez mais soluções individualizadas. Empresas de telefonia móvel, de seguros, bancos, enfim todos que atuam no setor de serviços há muito tempo oferecem opções variadas a cada segmento – por exemplo, clientes que concentram todos os seus investimentos no banco, aposentados, mulheres que dirigem com prudência. Nas bibliotecas também podíamos pensar em algo assim, não acham?

Claro, quase todas as bibliotecas já emprestam,no fim de semana, o material de referência ou os livros para consulta local– mas aí, em geral, termina a flexibilidade. Por que não estabelecer a priori uma regra que possibilite prazos maiores de empréstimo para material com demanda menor? Se um livro não foi emprestado por meses, pode sair também por meses. Se antes do prazo de vencimento houver procura, faz-se a reserva e pede-se a devolução. Olhem de que desgaste não se poupa a equipe, que do contrário tem de fazer renovação atrás de renovação!
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Real e Digital: coexistência pacífica, ou não?!

11 de outubro de 2011 Deixe um comentário

 

 

 

 

 

 

 

Da academia para as prateleiras de livros (de ficção)

30 de setembro de 2011 Deixe um comentário

Por Andréia Martins

Mayara de Araújo autora do livro Histórias de Beco
A barreira entre a produção acadêmica e a narrativa literária sempre foi grande. O primeiro a desafiar o “tradicionalismo” e a formalidade exigidos nos trabalhos acadêmicos foi o escritor Esdras do Nascimento, que, nos anos 70, defendeu aquele que é conhecido como o primeiro romance-tese da literatura brasileira, o livro Variante Gotemburgo, sobre como construir um romance.

 

 De lá para cá, o caminho aberto por Nascimento vem ganhando cada vez mais adeptos, tendo como base os trabalhos de graduação, dissertações de mestrado e até teses de doutorado.

 

 Tatiana Salem Levy seguiu esse caminho para estrear como escritora. A partir da tese de doutorado em Estudos de Literatura na UFRJ, ela lançou, em 2007, o livro A Chave de Casa (Record), que lhe rendeu, um ano depois, o prêmio São Paulo de Literatura, na categoria autor estreante.

 

 A ideia do romance surgiu com as histórias que Tatiana ouvia da família, como a de um tio-avô que foi expulso da Turquia e foi para Portugal levando a chave de casa que tinha passado de geração em geração. Em entrevistas, Tatiana destacou o lado positivo de a universidade estar mais aberta ao experimentalismo.

 

 No caso de Julián Fuks, jornalista formado pela USP, transformar trabalho acadêmico em uma obra de ficção foi um verdadeiro dilema. Seu livro, Histórias de Literatura e Cegueira (Record), narra em crônicas o final da vida de três escritores clássicos que perderam a visão: Jorge Luis Borges, João Cabral de Melo Neto e James Joyce.

 

 Na hora de propor o projeto, como estava muito dividido entre a literatura e o jornalismo, Fuks pensou em um tema e um formato que pudessem unir ambos. Difícil foi convencer um orientador da ideia.

 

 “Essa foi a grande batalha do trabalho. Embora haja uma liberdade na linguagem no jornalismo, acabei rompendo com o primeiro orientador, pois ele achava que o livro deveria ser uma análise da obra dos três autores, e minha proposta era criar uma narrativa, misturando meus textos com o dos autores”, diz Fuks.

 

 O trabalho foi feito quase que inteiramente só por ele, até que, um mês antes de defender o trabalho, conseguiu um orientador. Era 2004, três anos depois ele veria o livro na prateleira, colecionando boas críticas e chegando a finalista do prêmio Jabuti. Em 2007, mostrou o livro para Luciana Villas-Boas [diretora editorial da Record] e conseguiu publicá-lo.

 

 Agora, curiosamente, Fuks prepara um novo livro que foi produzido paralelamente à sua tese de doutorado, que tem como tema a impossibilidade da narrativa e a morte do romance. “Dificilmente vou conseguir separar as duas coisas [a literatura dos trabalhos acadêmicos]”, diz ele rindo.

 

 

 

Escritora Adriana Lisboa

 

 A dobradinha tese-ficção também já rendeu dois livros para Adriana Lisboa. A escritora transformou tanto a sua dissertação de mestrado quanto a sua tese de doutorado, ambas defendidas na UERJ, em livros. A primeira serviu de material para o livro Um Beijo de Colombina (Rocco), e a segunda rendeuRakushisha (Rocco).

 

 Entre os mais recentes lançamentos que saíram das faculdades está o livro Histórias de Beco: quando a poeira assenta, entrevemos rostos, punhos e corações (Expressão), da jornalista e escritora Mayara de Araújo.

 

 O personagem central é o centro comercial de vendas ambulante em Fortaleza, mais conhecido como Beco da Poeira. O livro foi resultado do trabalho de graduação de Mayara pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em 2009, e premiado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação como o melhor livro-reportagem de 2010.

 

 “Pude fazer um livro já pronto para publicação, com liberdade”, conta Mayara, que já tinha um tema definido quando começou a ouvir notícias de que o Beco mudaria de lugar. “Pensei: quem vai contar essa história? Foi quando mudei de tema e decidi fazer o livro”.

 

 Misturando contos, crônicas e entrevistas, as histórias de beco narradas pela jornalista contam a história do local e dos protagonistas, acompanhadas de 30 ilustrações. Curiosamente, o livro sobre o antigo Beco teve boas vendas no novo Beco.

 

 “Quis usar diferentes linguagens do jornalismo nesse trabalho. Acho que, acima de tudo, é um trabalho de memória”, completa a jornalista. Depois do prêmio e do reconhecimento na região, o próximo passo de Mayara é tentar fazer com que o livro chegue a outras prateleiras do Brasil.

 

 

 

 

 

 

Brasileiro não gosta de ler?

27 de setembro de 2011 Deixe um comentário

 

A meninada precisa ser seduzida. Ler pode ser divertido e interessante, pode entusiasmar, distrair e dar prazer.
Não é a primeira vez que falo nesse assunto, o da quantidade assustadora de analfabetos deste nosso Brasil. Não sei bem a cifra oficial, e não acredito muito em cifras oficiais. Primeiro, precisa ser esclarecida a questão do que é analfabetismo. E, para mim, alfabetizado não é quem assina o nome, talvez embaixo de um documento, mas quem assina um documento que conseguiu ler e… entender.

 

A imensa maioria dos ditos meramente alfabetizados não está nessa lista, portanto são analfabetos – um dado melancólico para qualquer país civilizado. Nem sempre um povo leitor interessa a um governo (falo de algum país ficcional), pois quem lê é informado, e vai votar com relativa lucidez. Ler e escrever faz parte de ser gente.
Sempre fui de muito ler, não por virtude, mas porque em nossa casa livro era um objeto cotidiano, como o pão e o leite. Lembro de minhas avós com livros nas mãos quando não estavam lidando na casa. Minha cama de menina e mocinha era embutida em prateleiras.

 

Criança insone, meu conforto nas noites intermináveis era acender o abajur, estender a mão, e ali estavam os meus amigos. Algumas vezes acordei minha mãe esquecendo a hora e dando risadas com a boneca Emília, de Monteiro Lobato, meu ídolo em criança: fazia mil artes e todo mundo achava graça.
E a escola não conseguiu estragar esse meu amor pelas histórias e pelas palavras. Digo isso com um pouco de ironia, mas sem nenhuma depreciação ao excelente colégio onde estudei, quando criança e adolescente, que muito me preparou para o mundo maior que eu conheceria saindo de minha cidadezinha aos 18 anos.
Falo da impropriedade, que talvez exista até hoje (e que não era culpa das escolas, mas dos programas educacionais), de fazer adolescentes ler os clássicos brasileiros, os românticos, seja o que for, quando eles ainda nem têm o prazer da leitura. Qualquer menino ou menina se assusta ao ler Macedo, Alencar e outros: vai achar enfadonho, não vai entender, não vai se entusiasmar. Para mim esses programas cometem um pecado básico e fatal, afastando da leitura estudantes ainda imaturos.

 

Como ler é um hábito raro entre nós, e a meninada chega ao colégio achando livro uma coisa quase esquisita, e leitura uma chatice, talvez ela precise ser seduzida: percebendo que ler pode ser divertido, interessante, pode entusiasmar, distrair, dar prazer.
Eu sugiro crônicas, pois temos grandes cronistas no Brasil, a começar por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, além dos vivos como Verissimo e outros tantos. Além disso, cada um deve descobrir o que gosta de ler, e vai gostar, talvez, pela vida afora. Não é preciso que todos amem os clássicos nem apreciem romance ou poesia. Há quem goste de ler sobre esportes, explorações, viagens, astronáutica ou astronomia, história, artes, computação, seja o que for.

 

O que é preciso é ler. Revista serve, jornal é ótimo, qualquer coisa que nos faça exercitar esse órgão tão esquecido: o cérebro. Lendo a gente aprende até sem sentir, cresce, fica mais poderoso e mais forte como indivíduo, mais integrado no mundo, mais curioso, mais ligado. Mas para isso é preciso, primeiro, alfabetizar-se, e não só lá pelo ensino médio, como ainda ocorre.

 

Os primeiros anos são fundamentais não apenas por serem os primeiros, mas por construírem a base do que seremos, faremos e aprenderemos depois. Ali nasce a atitude em relação ao nosso lugar no mundo, escolhas pessoais e profissionais, pela vida afora. Por isso, esses primeiros anos, em que se aprende a ler e a escrever, deviam ser estimulantes, firmes, fortes e eficientes (não perversamente severos).
Já se faz um grande trabalho de leitura em muitas escolas. Mas, naquelas em que com 9 ou 10 anos o aluno ainda não usa com naturalidade a língua materna, pouco se pode esperar. E não há como se queixar depois, com a eterna reclamação de que brasileiro não gosta de ler: essa porta nem lhe foi aberta.

 

Biblioteca Nacional prepara empréstimo de e-books

27 de setembro de 2011 Deixe um comentário

Por Boletim da Biblioteca Nacional nº 203

 

Um tema que tem gerado várias discussões mas que já faz parte de nosso cotidiano e tende a se tornar cada vez mais corriqueiro. Por conta disso, aFundação Biblioteca Nacional estima que, em 2012, cerca de cem títulos digitalizados de literatura brasileira em domínio público já estejam disponíveis para empréstimos. Este deve ser o primeiro passo para apoiar a estruturação de uma biblioteca de empréstimo de e-books no país. Além do debate iniciado durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro para a apresentação dos vários sistemas em desenvolvimento em diversos países, a FBN já conta com consultores internacionais para apoiar no projeto. Um deles será Aquiles Alencar-Brayner, brasileiro que é curador digital da prestigiada Biblioteca Nacional britânica.

Já está na hora de mudar essa imagem, não?

26 de setembro de 2011 1 comentário

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Mais livros, mais livres

26 de setembro de 2011 Deixe um comentário

Imagem e video da campanha das empresa RBS TV, de Santa Catarina, para comemorar o sucesso de doações de livros. É antigo mais é sempre bom reforçar a importância da leitura