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Posts Etiquetados ‘usabilidade’

X CINFORM – Apresentação Arquitetura de Informação

23 de setembro de 2011 Deixe um comentário

Olá PessoALL,

Ontem estava apresentando um artigo no X CINFORM – Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa em Informação. O evento foi muito bom, infelizmente não tive como participar nos dias anteriores, mas ouvi comentários de que foram igualmente bons.

O titulo da minha apresentação foi: Arquitetura de Informação para websites: projetando a experiência do usuário em ambientes interativos (ufa! título grande, não?)

Wireframe, qu’est-ce que c’est?

20 de setembro de 2011 1 comentário

Por Design in a Box

Wireframes, no caso de web design, são desenhos simplificados que representam elementos de uma página web, interface, etc.

Você pode poupar um monte de tempo e trabalho criando wireframes bem simples antes de designs mais complexos. Outro fator importante é que você mantém seu cliente focado no que interessa, o layout, e não em detalhes como cores, tipos e outros elementos de design. Ou seja, é a maneira mais fácil e rápida de identificar as necessidades do seu cliente, poupando retrabalho.

Wireframe

Wireframe

Acima temos dois exemplos de wireframe. Se me perguntarem qual o melhor deles? Responderia: “O que explica mais com menos esforço”. Não importa se feito no computador ou num pedaço de guardanapo (por favor, não apresente guardanapos para seu cliente e fale que O Design in a Box que aconselhou), ele precisa dar o recado e NÃO dar trabalho para ser feito. O trabalho deve ser pensando como o usuário pode se beneficiar com isso, não criando wires bonitinhos.

 

Dois cenários. Qual o seu caso?

O primeiro cenário é o de grandes agências, onde temos a figura importantíssima do Arquiteto de Informação [Recomendo ler este artigo sobre Arquitetura de Informação no Wikipedia], que tem a missão de preparar de pensar na navegabilidade e experiência do usuário, e gerar um wireframe para que Diretores de Arte e designers possam ter um rumo na hora da criação.

Nesse caso, tenha em mente que você tem um parceiro valioso para fazer melhor seu trabalho e dai sim você poderá gastar um dia inteiro enfeitando aquele botãozinho lá no final do layout que ninguém vai dar importância, enquanto seu parceiro pensa na usabilidade toda da coisa.

O segundo caso é o de agências pequenas e de freelas que tem orçamentos mais modestos e que normalmente correm desesperadamente para finalizar o primeiro layout para mostrar serviço para o cliente. Este é o cara que vai depois reclamar que todo cliente não vale nada, que sempre muda tudo e que fez você varar a noite em claro a toa já que vai ter que refazer tudo.

Não se iluda, faça um wireframe antes. Veja referências, pesquise os concorrentes, veja o que eles tem de bom e de ruim. Informe-se sobre usabilidade e navegabilidade. Temos o Google ai para isso. Gaste um período criando seu wireframe e tenha menos dor de cabeça depois.

 

Wireframe maldito! wireframe maldito!

Para muitos designers, basta ouvir a palavra wireframe para torcer o nariz.
Muitos acham que o wire “amarra” o layout e que tira toda sua liberdade criativa.
Há caso em que de fato o layout precisa ser do jeito que deve ser.
Mas há vezes em que ele é um guia, mas temos uma certa liberdade de alterá-lo na hora de criar uma interface.

Converse com sua equipe e veja em qual caso você está trabalhando.

 

O pena vence a espada. As ferramentas mais poderosas.

Wireframes

Vou falar de novo uma palavra importante: rapidez. Para mim, não há ferramenta melhor do que um bom papel A4 e um lápis. É lápis, prefiro lápis que caneta.

No caso do seu cliente ser interno, por exemplo, um Diretor de Criação, ou até mesmo um atendimento, você pode e deve conversar sobre a possibilidade de apresentar as idéias no bom e velho papel e caneta. Isso pode sanar um monte de dúvidas. Uma frase importante, que ouvi do meu mestre de artes, Zibgniew Campioni foi:

“Você prefere que te apresente um layout pronto, ou que te apresente uma dúzia de idéias?”

O que vale no primeiro momento, acredite, são as grandes idéias.

 

Ferramentas digitais que vão te auxiliar.

Wireframes

OK. Não teve jeito e você precisa fazer um wire mais “bonitinho” para já, agora.
Quando isso acontece, recorro as ferramentas que conheço. Não há tempo para aquela famosa curva de aprendizado.

Nesses momentos difíceis, recorro ao Illustrator. Você poderia utilizar o Photoshop, Fireworks, ou qualquer outro software que seja familiarizado. Minha opção pelo Illustrator é pela facilidade de edição, e de troca de símbolos no stage, além de haver uma série de bibliotecas para criação de wireframes que são vetoriais e feitas sobre medida para este software.

 

 

UX Cake

15 de dezembro de 2010 Deixe um comentário

Como ser um UX Designer

15 de dezembro de 2010 Deixe um comentário

O blog The design decision tem um post que trata das principais características que um Designer de Experiência do Usuário (UX Designer) precisa ter. A principal característica abordada é de que não é imprescindível formação em Design

Good UX Designers don’t need Design School

Para necessita de algumas habilidades e competências genéricas, tais como:

  • Curiosidade

Ser curioso é muito importante para uma área onde são projetados novos serviços e produtos. Teste, use e observe tudo que está ao seu redor.  Mesmo que seja só para tomar conhecimento.

  • Interesse no comportamento humano

Sempre se coloque no lugar do outro. Procure entender melhor o que as pessoas podem precisar. Dominar um pouco de psicologia humana é um grande diferencial. Ouvir e interagir pessoas é importante. Projetamos para seres humanos e não para máquinas. Cada indivíduo como o seu modelo mental e necessidades específicas.

  • Criatividade

A criatividade é uma característica importante para um profissional de UX Design. Leia, estude e sempre busque referências em qualquer coisa. Criatividade é inovar em cima daquilo que já existe e dar um salto qualitativo. É usar o que funciona pensando nas melhorias que podem ser feitas e mudar aquilo que não está dando muito certo. Alguém duvida que testes são importantes?

Frustração catalogável

4 de outubro de 2010 Deixe um comentário

Publicado em setembro 28, 2010 por Fabricio Teixeira

A caixa de buscas do Google é um universo à parte no que tange ao comportamento do usuário. Há algum tempo ela deixou de ser apenas um campo texto e passou a representar o ponto de partida de grande parte das tarefas realizadas na web. Com o tempo, passou a corrigir erros ortográficos, sugerir buscas relacionadas e – com o recente Google Instant – inclusive prever o que você está digitando.

Ainda assim, a busca do Google não está isenta de causar frustração nos usuários.

Agora imagine um mecanismo de busca que detecte essa frustação em tempo real e já sugira uma solução para o problema. É isso que o time de User Experience do Google vem tentando fazer e compartilha em seu blog.

“We gave users search tasks, some of which we knew to be difficult. The first couple of searches always looked pretty much the same independent of task difficulty: users formulated a query, quickly scanned the results and either clicked on a result or refined the query. However, after a couple of unsuccessful searches, we started noticing interesting changes in behavior. In addition to many of them sighing or starting to bite their nails, users sometimes started to type their searches as natural language questions, they sometimes spent a very long time simply staring at the results page, and they sometimes completely changed their approach to the task.”

Segundo o Google, além de mudanças faciais e corporais nos usuários que estão com dificuldades, ocorrem mudanças também na navegação.

“…those signals were: use of question queries, use of advanced operators, spending more time on the search results page, formulating the longest query in the middle of the session, and spending a larger proportion of the time on the search results page.”

Esses são os primeiros sinais de que sim, é possível que, no futuro, o computador identifique que o usuário está tendo dificuldades. É como se a frustração pudesse ser “catalogada” e identificada por uma inteligência artificial.

Sabemos que esse tipo de pesquisa monitorada (ou teste de usabilidade) é fundamental para que uma empresa tente entender melhor como as pessoas se comportam ao utilizar determinado serviço. Mas para o Google esse tipo de resultado deve ter um sabor especial.

Afinal, como ser inovador em um serviço que já está bem estabelecido e que as pessoas já sabem utilizar? Como evoluir a busca, que já é um processo tão simples, sem torná-lo complicado demais?

Não tem momento melhor para extrair esses insights do que ao observar pessoas.

Mediação ou Interação, ou nenhum dos dois?

17 de junho de 2010 Deixe um comentário

Eu não vejo a Tecnologia como tão somente mediadora, pois, todo o trabalho feito por ela toma por base o estudo dos usuários e de suas necessidades. Por isso talvez o MSN seja um sistema tão eficiente e popular, não porque tem alguém mediando, mas sim porque o usuário se sente autônomo num sistema que atende a sua necessidade de comunicação e interação.

As bibliotecas digitais são um exemplo prático da nossa área, não temos nesses ambiente um chat com os profissionais da informação para auxiliar o usuário na recuperação da informação (não há infra-estrutura nem hora-homem para tal) sendo assim o usuário precisa que o sistema o entenda e o ajude, arrisco dizer que nos próximos anos os profissionais da CI estarão assumindo cargos de: Analistas de Social Media, Gerenciadores de Conteudo em portais, Arquitetos de Informação, Engenheiros de usabilidade,  Gerenciadores de Bibliotecas Digitais, Analistas de Informação etc. nessas profissões ligadas a tecnologia, o usuário continua sendo o foco principal  ainda que com finalidades distintas.

Estou lendo um livro que trata da Interface como mediadora da informação e da comunicação na web e a perspectiva de mediação e bem interessante e diferente do que estamos acostumados, nesta obra a mediação é um processo de planejamento que necessita ter o pleno conhecimento de quem é o nosso usuários e a partir dai é construida a interface que propicie o usuário a recuperar as informações de forma autônoma.

Não sou especialista em mediação, não trato desse assunto embora em alguns momentos se aproxime da arquitetura de informação. Eu apenas não concordo com alguns pontos por que termos sempre uma pessoa ou recurso para levar a informação ao usuário e torná-lo de certa forma dependente. Isso pode ser até uma realidade nas bibliotecas e centros de documentação, mas  na web não. O usuário da web não quer e não vai esperar 2 horas pra ser informado por email seja o que for. Ele quer encontrar a informação e pronto!

E é justamente por isso que vejo a mediação como um planejamento preliminar baseado no mapeamento dos modelos mentais do usuário  para gerar uma resposta a sua questão. Para isso estruturando as informações baseadas nesses dados coletados junto a um grupo representativo desses usuários visando a generalização de estrutura.

Apresentação Arquitetura de Informação

Agora que o Google dominou o mundo, ainda precisamos de menus hierárquicos?

16 de abril de 2010 Deixe um comentário

Por alenahra

Esses dias a questão pulou da boca de um entrevistado: “Depois que surgiu o Google, a gente se acostumou a simplesmente digitar uma palavra, apertar ok e encontrar tudo sobre o assunto”.

Em outras palavras, esse usuário prioriza a busca em detrimento da navegação. Não tenho dados sobre quantas pessoas preferem buscar ao invés de navegar. Mas, baseado no que vejo em testes de usabilidade, entrevistas e observação contextual – além da vida diária nesse lugar chamado internet -, acredito que as pessoas estão cada vez buscando mais. Afinal, como bem apontou o entrevistado, a gente se acostumou com o Google.

Então, por que nós arquitetos de informação damos tanta importância à estruturação de menus hierárquicos? Não conseguimos começar nada antes de fazer um sitemap. Esquecemos que mesmo a home page às vezes nem é vista pelos usuários que chegam direto a alguma página interna a partir de uma lista de resultados de busca.

Menus hierárquicos e taxonomias são importantes, é claro, e não me parece que vão deixar de ser. A informação precisa “morar” em algum lugar. Além disso, certos usuários não sabem o que querem, e não saberão que palavra digitar numa interface de busca. Não saberão como achar um conteúdo a não ser que este conteúdo lhes seja oferecido. Os conteúdos precisam ser apresentados em uma vitrine – na home page e/ou num menu hierárquico.

Mas as coisas importantes também têm uma estrutura hierárquica. Então, vamos primeiro às mais importantes – que talvez seja estruturar a informação/conteúdo pensando em formas de acesso nem sempre lineares e organizadas – e sim diferenciadas, caóticas, bagunçadas. Como a vida.

No Summit de 2008, na pré-conferência”Information Architecture 3.0″, Peter Morville disse que a arquitetura de informação do futuro contemplaria a habilidade criar uma camada de estrutura para o conteúdo e a classificação criados pelo usuário. Ou seja, deixar o usuário criar conteúdo e classificações (“be messy, experiment the whole data thing”), e depois organizar isso e otimizar as formas de apresentação e de busca (“help people refine what they are doing”).

Se o trabalho do AI será fortemente centrado em classificar e indexar o conteúdo de maneira robusta e não necessariamente hierárquica, mas olhando as relações entre os conteúdos, as palavras-chave e os objetos, realmente o que fazemos está mudando. Já não é mais desenhar caixinhas em wireframes – e talvez daqui a pouco também não seja colocar conteúdos dentro de (outras) caixinhas e etiquetá-las.

Nós somos os caras que planejam os ambientes em que as pessoas vão se relacionar e mudar sua cultura. Pense nisso.

Redação de Arquitetura de Informação

13 de abril de 2010 Deixe um comentário

proibido_lorem_ipsum

Por Rogério Pereira

Acho que uma das maiores dificuldades dos arquitetos de informação ao criar uma interface é não ter idéia ou tentar adivinhar ou inferir qual será o conteúdo de um site. Será texto, vídeo, animação, gráfico ou um simples áudio que solucionará todo o problema?

Jogar simplesmente um lorem ipsum em uma página não resolve o problema de uma interface se não houver uma estratégia de conteúdo por trás de tudo isso.

O mercado precisa parar de pensar que o texto de internet tem que ser simplesmente mais curto que outras mídias devido ao desconforto de leitura que acontece em monitores. O texto precisa simples, objetivo, informativo e que sirva de roteiro para as tarefas que o usuário pode realizar em um website.

Em tempos de repensar o formato e novas metodologias de trabalho, já passou da hora de termos uma etapa de redação de arquitetura melhor pensada. Não estou falando de o redator ter que adaptar o conteúdo que foi desenhado no wireframe, mas que esse profissional e o arquiteto sentem juntos e façam todo o conteúdo para que a interface seja adaptada ao conteúdo, e não o contrário.

Em uma conversa com o Daniel Souza, planejador de experiência do usuário na Talk, existem algumas empresas, claro que na gringa, que já usam a prática de escrever todo o conteúdo no Axure antes de começar a pensar na interface.

Acontece que não existe uma etapa específica, onde o arquiteto pensa nessa estratégia antes de começar a desenhar o wireframe. Isso tudo é feito na hora de pensar em cada tela.

O arquiteto precisa estar bem preparado para começar ajudar o pessoal de conteúdo pensar nessas estratégias. Deve haver uma preocupação maior com esse trabalho, afinal o conteúdo é e sempre será o rei.

Dez erros comuns em Arquitetura de Informação

11 de abril de 2010 Deixe um comentário

10 erros comuns em Arquitetura de Informação

Jakob Nielsen, considerados por alguns o “cara” dos estudos em usabilidade na internet, publicou em seu site uma lista de 10 erros da arquitetura de informação que podem ser decisivos no desenvolvimento de projetos de sites.

De maneira geral, os problemas ocorrem com a implementação de uma navegação inconsistente, falta de estrutura que organize adequadamente as informações, “subsites” integrados ao site principal de qualquer maneira e excesso de níveis hierárquicos e categorias.

Ficou interessado? Dê uma olhada no artigo com as considerações feitas por Nielsen no UseIt.com (em inglês).