Ensaio sobre a Metodologia

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
INSTITUTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
DISCIPLINA: ICI-516 METODOLOGIA DA PESQUISA EM INFORMAÇÃO
PROF. : DR. RUBENS RIBEIRO GONÇALVES DA SILVA
ALUNO: RAFAEL DE BARROS MARINHO

ENSAIO SOBRE A METODOLOGIA

Algo que aprendi durante as aulas de Metodologia na graduação foi em ver a Informação como um processo, e isso se tornou mais forte agora no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI). Processo, pois, até mesmo se adotarmos a noção (discurso ideológico) de processo como sendo uma sucessão de fatos, ou se adotarmos o modelo conceitual (discurso científico) de algumas correntes:

DADO > INFORMAÇÃO > CONHECIMENTO > SABER

A Informação não parece como um produto do Dado, nem o Conhecimento com produto da Informação e o Saber como o produto do Conhecimento. Vemos uma série de transformações que ocorrem de uma passagem para outra mesmo em algo aparentemente linear.

E isso me fez pensar na Pesquisa Científica e em seu papel de exploração e descoberta, procurando levantar questões e as respostas. E pensando nisso, chego ao meu Projeto de Pesquisa.

Antes de ingressar no Programa de Pós-Graduação fiz alguns rascunhos de pré-projeto baseados em conhecimentos já adquiridos na disciplina de Metodologia da Pesquisa na graduação, mas que ainda eram superficiais para um nível de Mestrado. Mas esse primeiro contato numa fase anterior tornou a assimilação dos conteúdos mais produtiva.

E agora no Mestrado a disciplina de Metodologia da Pesquisa em Informação contribuiu enormemente para o aprimoramento do Projeto de Pesquisa, nos fundamentos trazidos pela Marconi e pela Lakatos e tantos outros autores. A adoção de Abordagem, Procedimentos e técnicas ajudou a organizar as idéias do ‘como’ fazer, sem que haja confusões e ambigüidades.
Desde que submeti o Projeto ao Programa do ICI já se passaram cinco versões do trabalho, agora caminhando para a sexta revisão. E isso foi muito proveitoso, as aulas de Metodologia me despertaram muitos ‘porquês’, O porquê do fazer científico, o porquê de conceitos tão divergentes entres autores, etc.

A escolha dos objetivos foi o que mais me deu trabalho, estabelecer um recorte do que se quer estudar objetivamente e apontar como será feito. Conciliar o que é aprendido em sala com as sugestões do orientador. Tudo isso é um exercício de construção do conhecimento científico e uma primeira interação entre futuros pares. O problema e a problemática foram revistos em função das mudanças nos objetivos, o referencial teórico foi mais burilado refletindo nas referências.

Enfim todo o Projeto de Pesquisa foi posto de ponta-cabeça, reescrito, retornado a versão anterior, novamente reescrito, adaptado, cortado e acrescido de conteúdo.
E sem dúvida a maior contribuição da disciplina de Metodologia Científica é o despertar do senso crítico e da capacidade analítica e sintética do pesquisador iniciante; contribuição também muito relacionada a aprendizagem, pois, a Metodologia da Pesquisa em Informação visa em sua essência o fenômeno construtivo do conhecimento, e não apresentar regras rígidas, normas, e receitas de bolo. A formação do pesquisador iniciante é um processo, assim como a construção do conhecimento científico (ou será do saber científico?)

O que mais gerou expectativa na disciplina foram as Abordagens, pois trazem um olhar mais filosófico para o fazer científico, e não tão pragmático. Essa expectativa foi aumenta quando vi mais claramente como a mesma pesquisa pode chegar a resultados completamente distintos com o uso de uma ou outra Abordagem. Os resultados que um Indutivista chegará será bem diferente do resultado de um Hipotético-Dedutivo olhando sobre um mesmo Tema e Problema. E isso traz uma grande responsabilidade para o pesquisador iniciante, para que este não obtenha e divulgue com valor de verdade fatos e descobertas que não condizem com o real.
Por fim, mesmo tendo participado de Iniciação Científica, Grupos de Pesquisa, publicado artigos e apresentado trabalhos, essa disciplina é essencial, embora necessitasse de uma carga horária maior (o que também defendi durante a graduação) e na Pós a carga horária foi ainda menor.

Lembro que achei muito proveitoso durante a graduação apresentar nosso Projeto de Pesquisa para que os colegas vissem e fizessem sugestões (os bilhetinhos que ainda guardo e que muito me ajudaram). E que se tornou a primeira crítica entre pares.

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