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[Fundação Visconde de Cairu] Fórum de Tecnologia da Informação e Comunicação

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Gestão Estratégica do Design

“Você precisa ir além da usabilidade para um design ótimo. Ele também precisa ser desejável”

A frase acima é a maior lição contida no livro “Gestão Estratégica do Design” para especialistas em design, estudiosos e profissionais. Um lembrete para aqueles que trabalham com experiência do usuário, ou que estão seguindo por este caminho.
Além dela, o que resta para aquele público é um enorme exemplo de como pulverizar casos de sucesso inquestionáveis na adoção do design de experiência como conceito total.

[Curso] Seja um Empreendedor na Gestão da Informação!

O mercado atual exige constante atualização técnica e de profissionais que saibam agir de forma pró-ativa, abrindo mercados, sabendo como negociar e estabelecer seus honorários.

Várias categorias profissionais como Arquivistas,BibliotecáriosMuseólogos etc, apesar de serem definidos como profissionais liberais (aqueles legalmente habilitados a prestação de serviços sem a necessidade de vínculo empregatício, podendo atuar como autônomos, empregados ou empregadores), utilizam pouco desta prerrogativa. Ainda hoje é comum vermos o profissional à procura de emprego, quando o correto seria ele conhecer o mercado e saber oferecer os produtos e serviços que irão garantir sua renda.

O curso Empreendedorismo para Profissionais da Informação ajudará o profissional a decidir sua forma de atuação (como abrir uma empresa ou atuar como profissional autônomo), mostrando todas as etapas necessárias para se obter sucesso no mercado atual. No curso é apresentada a legislação vigente para a abertura de empresas, onde o participante é orientado sobre as vantagens/desvantagens de cada tipo, assim como é mostrada a legislação trabalhista sobre as diversas formas de contratação do profissional liberal.

O curso será ministrado pelo consultor Nelson Oliveira da Silva, Bibliotecário formado pela UFRGS, com experiência como Auditor Interno da ISO 9000 e Avaliador do PGQP-RS, assim como com Biblioteca Universitária, implantação e treinamento em sistemas de automação de bibliotecas. É consultor desde 2005 e é proprietário da NS Consultoria em Gestão da Informação.

A próxima edição do curso será no dia 22/10/ na Livraria Potylivros, que fica na Rua do Riachuelo, 202 – Boa Vista – Recife/PE. O horário será das 09:00 às 18:00h.

Mais informações sobre o curso e inscrições podem ser feitas através do site http://nelsonoliveiradasilva.com.br/cursos/.

O Profissional da Informação não precisa se limitar às empresas públicas ou organizações de grande porte. Com as noções de empreendedorismo transmitidas no curso, os profissionais perceberão que existe muito mercado a ser explorado em sua área, basta conhecimento, preparação e vontade de vencer!

Faça agora sua inscrição!

Para fazer arquitetura de informação realmente estratégica

Por Ale Nahra

AI é juntar quadradinhos e montar sitemaps? Para a colaboradora Alessandra Nahra, vai muito além: é a tradução da estratégia na interface. Confira.

Quantas vezes você, arquiteto de informação, se pegou pensando que o que precisa ser reformulado é o serviço da empresa, e não apenas o seu site?

Se você percebeu isso, é porque teve uma visão global. Não ficou apenas focado nesse wireframe que está na sua frente agora. Bem-vindo à arquitetura de informação estratégica. Não que isso seja muito especial: é exatamente o que a arquitetura de informação deveria ser.

A AI é definida, na maioria das vezes, como a atividade de organizar e nomear conteúdos, estruturar as informações e as interações nas telas de um ambiente digital. Quando o trabalho de AI é resumido a sitemaps e wireframes, o arquiteto de informação tem uma participação meramente coadjuvante no projeto. Não podemos esquecer que a AI é a representação da estratégia na interface. Por isso não pode ficar restrita apenas à ponta visível do iceberg. Ninguém consegue traduzir a estratégia na interface se não sabe qual é a estratégia e não tem informações suficientes para fundamentar as decisões sobre elementos de página, interações e navegação.

Muitos profissionais que iniciam como arquitetos de informação passam, em determinado momento da vida profissional, a se verem como planejadores de UX – user experience. Quando essa fronteira é transposta, um mundo se abre. Porque nos damos conta que a experiência do usuário – consumidor, cliente, ser humano que utiliza os serviços e/ou produtos da empresa em que atuamos – começa muito antes e termina muito depois de sua passagem pelo site/intranet/portal.

A minha ficha, especificamente, caiu de forma definitiva em abril deste ano (2009), quando tive a oportunidade de participar do SXSW Interactive e do IA Summit. Nestes dois eventos, realizados nos Estados Unidos, vi vários profissionais, de diferentes especialidades, falando do conceito de experiência do usuário. Especialmente marcantes foram as opiniões de pessoas que não são arquitetos e nem especialistas em UX: Tony Hsie, CEO da Zappos (a maior loja online de sapatos do mundo) e Michael Wesch (professor de antropologia cultural da Kansas State University e autor do famoso vídeo “The Machine is Us / ing Us”).

A impressão que tive é que nós, que trabalhamos com experiência do usuário, estamos todos nos tornando designers de serviço, de um jeito ou de outro.

Talvez você não tenha a pretensão de largar seu wireframe para se aventurar a colar chifres em unicórnios porque a pesquisa indicou que as vendas estão baixas não por causa do maravilhoso site de e-commerce, mas porque os consumidores não gostam de bichos de um chifre só. Mesmo assim, quando planejamos um ambiente digital, estamos desenhando uma parte do serviço da empresa – que precisa se conectar com o restante. Principalmente com a estratégia de negócios.

Então, larga o wireframe e começa de novo, tentando (e conseguindo) fazer um trabalho de arquitetura de informação realmente estratégica.

Existem espaços dentro de um projeto de site/intranet/portal corporativo para serem preenchidos por estrategistas. Talvez já tenha alguém no seu projeto cuidando disso. Mais provável é que não tenha. Vai lá: o arquiteto de informação tem uma posição privilegiada em relação à visão do projeto. É o profissional que vai entrevistar os stakeholders, observar os usuários, estudar a documentação, entender os processos, analisar conteúdos. Por isso, vai organizar o pensamento a partir de um ponto de vista macro. Assim, poderá ver o que o ambiente digital que está planejando deve ser, em sua totalidade. E vai conseguir, lá no fim, traduzir muito bem a estratégia na interface.

Um arquiteto que trabalha no âmbito de uma empresa (fazendo o que alguns chamam de EIA – Enterprise Information Architecture) tem ainda mais oportunidades para realizar um trabalho estratégico. Projetos de intranets e portais corporativos geralmente são mais longos e levam em consideração questões que um projeto de site, realizado por uma agência, não tem nem pretensão de cobrir. Nesses casos, o arquiteto tem acesso mais fácil (ou deveria ter) à missão, estratégia, e cultura da empresa, e pode conhecê-las a fundo. Seu usuário é interno, está ali na bancada do lado – o que se traduz em maior facilidade de conhecer melhor também o seu público, e com ele realizar atividades de sensibilização, engajamento e descoberta de necessidades, desejos e demandas.

Para realizar um trabalho realmente estratégico, o AI não deve ter medo de invadir fronteiras, expandir domínios, e observar cuidadosamente todas as etapas do projeto em busca de oportunidades, às vezes nem tão óbvias, para materializar um portal de fato alinhado com a estratégia de negócios da empresa. E que vai colaborar para que ela possa oferecer um serviço de qualidade tanto para seus clientes quanto para os funcionários que operam estes serviços.

Se você não quer ser apenas um desenhista de quadradinhos, o caminho é esse: um mergulho na estratégia. E então seu trabalho começa a ter chance de realmente fazer a diferença.

TI? Gestão? O que falta ao Profissional da Informação?

Olá caros leitores, o tema que será abordado hoje pode parecer um pouco polêmico mas precisa ser discutido. Alguma vez na sua vida acadêmica você já deve ter se perguntado: será que estou preparado para o mercado de trabalho? O que estou aprendendo na faculdade é o que o mercado procura? Se não parabéns! Você é uma exceção. Essas são algumas dúvidas que pairam sobre as cabeças dos estudantes de graduação de modo geral, mas no caso especíco do profissional da informação, o que tem sido feito para uma adequação da formação universitária ao contexto da Sociedade da Informação? Percebe-se que ainda hoje a formação do bibliotecário tem focado muito mais os aspectos técnicos da profissão do que explorar o lado da gestão da informação e da tecnologia da informação – TI (justamente o que as organizações estão procurando) O bibliotecário é o profissional responsável pela gestão da informação nas bibliotecas, centros de informação, documentação e pesquisa. Continuar lendo